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Algumas Causas PDF Imprimir E-mail

Geralmente a halitose é de causa multifatorial (mais de 50 causas). Por isso é importante ressaltar a necessidade de uma avaliação criteriosa para se detectar as causas da halitose e chegar ao diagnóstico correto.

A saburra (placa infectada da língua)  é um dos principais motivos de halitose. Ela somente se forma em pessoas com predisposição à sua formação.

A alteração do volume e da composição da saliva é um importante fator para a formação da saburra. Uma saliva mais viscosa (gosmenta) significa um aumento de mucina (proteína salivar que garante proteção e lubrificação da mucosa e dos dentes) que facilita a aderência de microrganismos, células epiteliais descamadas na língua formando então a saburra lingual.

Vários medicamentos têm como efeito colateral diminuição do fluxo salivar provocando a formação de placa lingual e, conseqüentemente, mau hálito.

Em algumas pessoas as amígdalas possuem pequenos “buraquinhos” ou criptas. Nesses orifícios costumam aparecer pequenas massas esbranquiçadas que comprometem o hálito.

Alguns pacientes relatam a presença de uma "saliva" grossa difícil de expelir ou engolir. Essa "saliva" cheira mal e tem gosto ruim. Nesses casos, identificamos o corrimento nasal posterior que também pode alterar o hálito.

MAU HÁLITO X ESTÔMAGO

É um mito achar que o mau hálito vem do estômago. Apenas 1% das halitoses é provocada por problemas ¨gástricos¨ (divertículo de Zenker). Mesmo o refluxo não leva ao mau hálito, e sim disgeusia (gosto diferente na boca).

O que ocorre muitas vezes é a associação do estômago vazio com a halitose. Na verdade, estômago vazio provoca hipoglicemia e isso faz com que o organismo produza corpos cetônicos (odor carregado) que entram na corrente sanguínea e são eliminados pelos pulmões e não pelo estômago (halitose fisiológica). Contudo, o hálito fisiológico pode potencializar o hálito patológico, sendo necessário diagnóstico e orientação de profissional especializado.