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A preocupação com alterações do hálito sempre foi uma constante desde gerações ancestrais e, na história antiga, há sempre referência para o fato de pessoas apresentarem terrível hálito e, na literatura de então, em comédias e tragédias, é muito mencionada esta aflição.
No antigo testamento, Jó 19:17 se lamenta: “O meu hálito é intolerável à minha mulher”.
Segundo Titus Marcius Pláutus (254-184 A.C.), dramaturgo romano, o “fedor da boca” é uma das razões de infidelidade conjugal, porque o “hálito de minha esposa tem um cheiro terrível, melhor seria beijar um sapo” .
Plutarco (6-120 D.C.), em sua obra “Escrevendo sobre Moralidade”, menciona que Heron de Siracusa ao ser informado pelo médico sobre seu hálito, repreendeu sua mulher dizendo: Por que não advertiste que meu hálito a fere a cada vez que te beijo? Ao que ela respondeu altivamente: “Sempre pensei que o hálito de todos os homens tivesse esse terrível odor”.
Na peça “Muito Barulho por Nada”, ato 5, cena 2, Shakespeare menciona: “Palavras fétidas são apenas vento fétido, e vento fétido é apenas hálito fétido, e hálito fétido é nauseante, portanto eu vou partir sem ser beijado”.
Para Millôr Fernandes, escritor de nossos dias, “O maior anticoncepcional do mundo é o mau hálito”.
Do ponto de vista etimológico, a palavra halitose é formada por halitos que significa ar expirado e osis que significa patologia ou doença. A halitose é, portanto, o mau hálito presente no ar expelido pelos pulmões, pela boca ou pelas narinas.
A halitose deve ser considerada importante por pelo menos três razões: 1)é uma restrição social; 2)o medo de possuí-la pode precipitar uma verdadeira neurose; 3)o mau hálito significa presença de alguma anormalidade ou condição doentia, logo pode ser de grande importância no diagnóstico de determinadas doenças.
TRATAR HALITOSE SIGNIFICA: A)Prevenir doenças bucais (cárie, doença periodontal e xerostomia) B)Prevenir doenças sistêmicas (pneumonias, gastrite, problemas cardíacos e etc).
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